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Esse blog foi criado no intuito de mostrar a importância de uma alimentação saudável e apresentar uma forma de prevenção para algumas doenças com uma dieta balanceada e a prática regular de exercícios físicos. Todos os textos postados no blog são baseados em artigos científicos publicados em revistas e nos livros indexados. Por: Washington R. Santos

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Últimos estudos sobre alimentos funcionais

Últimos estudos sobre alimentos funcionais
Por: Adrianna Nespoli e Mariana Von
Publicado em 6 de Julho de 2010
Muito tem sido falado sobre alimentos funcionais e seus efeitos benéficos para a saúde humana.
Afinal o que são alimentos funcionais?
O comitê de Alimentos e Nutrição dos Estados Unidos definiu alimentos funcionais como “qualquer alimento e ingrediente que possa trazer algum benefício para a saúde além dos nutrientes tradicionais que ele contém”. Entretanto, muitas pesquisas ainda não são conclusivas em muitos pontos, especialmente quanto aos reais efeitos protetores destes tipos de alimentos.
Ainda segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a alegação dos produtos quanto às suas propriedades funcionais é relativa e depende do perfil metabólico de cada indivíduo, no que tange a maturação e as funções normais do organismo humano.
É importante também salientar que os produtos liberados pela ANVISA, no mercado brasileiro são exigidos provas científicas dos mesmos, para assim serem comercializados.
O crescente aumento de pessoas com sobrepeso e obesidade é considerado um problema de saúde pública, assim novas gerações, cada vez mais preocupadas com a saúde, têm feito dos alimentos funcionais o carro chefe da indústria alimentícia.
Em 1999 consumidores americanos gastaram mais de 35 milhões de dólares em produtos que preconizavam a perda de peso. Entretanto em 2002 a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos verificou que 55% de uma amostra de 300 produtos com rótulos relacionados a perda de peso eram falsos ou não apresentavam evidências científicas em relação a sua eficiência.
Assim é necessário que mais pesquisas sejam feitas para comprovar ao consumidor a eficiência dos produtos, garantindo que seu uso associado a outras práticas de estilo de vida previna a obesidade.
Por exemplo o ácido linoléico conjugado, mais conhecido como CLA (18:2 n-6), que tem sido considerado um potente agente anti-obesidade, pelas suas possíveis propriedades moduladores do metabolismo lipídico das gorduras. Em estudos mostrados por DM MOURÃO ET. AL, foi verificado que o benefício do CLA em humanos ainda não é conclusivo embora em alguns adultos tenha apontado um aumento da lipólise (“quebra/queima” da gordura) especialmente na gordura da região abdominal, ressalto que altas doses deste produtos podem ocasionar efeitos colaterais como alteração do colesterol no sangue.
Ressalto também que existem outros alimentos funcionais que segundo o departamento de pesquisa da Faculdade de Ciências da USP mostra os seus benefícios e comprovam cientificamente o porque de sua utilização em humanos. 
Sendo estes: 
Betacaroteno - O que faz: Ajuda a diminuir o risco de câncer. Como age: Quando ingerimos gorduras e proteínas, o betacaroteno se converte em vitamina A, protegendo as células do envelhecimento. Onde encontrar: Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve.


Isoflavonas - O que fazem: Atenuam os sintomas da menopausa. Como agem: Por ter uma estrutura química semelhante ao estrógeno (hormônio feminino), alivia os efeitos de calor e cansaço da menopausa e da tensão pré-menstrual. Onde encontrar: Soja e seus derivados.
Ressalto que no último congresso Internacional de Nutrição que ocorreu em São Paulo, foi verificado que os benefícios da soja ocorrem mais efetivamente em mulheres asiáticas, pois já fazem o consumo deste produto há séculos.


Licopeno - O que faz: Está relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata. Como age: Evita e repara os danos dos radicais livres que alteram o DNA das células e desencadeiam o câncer. Onde encontrar: Tomate e seus derivados, além de beterraba e pimentão.


Ômega 3 - O que faz: Diminui o risco de doenças cardiovasculares. Como age: Reduz os níveis de triglicerídeos e do colesterol total do sangue, sem acumulá-lo nos vasos sanguíneos do coração. Onde encontrar: Peixes de água fria, como salmão e truta, e óleo de peixes.


Flavonóides - O que fazem: Diminuem o risco de câncer e atuam como antiinflamatórios. Como agem: Anulam a dioxina, substância altamente tóxica usada em agrotóxicos. Onde encontrar: Suco natural de uva e vinho tinto, além de alimentos como café, chá verde, chocolate e própolis.


Probióticos - O que fazem: São microorganismos vivos que ajudam no equilíbrio da flora intestinal. Como agem: Impedem que bactérias e outros microrganismos patogênicos se proliferem no intestino. Onde encontrar: leites fermentados, iogurtes, e produtos comercializados como farelo de prebiótico e de probiótico.


Chá Verde - O que faz: ajuda no emagrecimento. Como age: atua no perfil lipídico, ocasionando a lipólise e aumento do gasto calórico/dia.
Sendo assim, vale sempre buscar orientação nutricional para saber se você é indicado a utilizar os produtos acima citados e como incluí-los no seu dia-dia.
Referências Bibliográficas:
  • Conjugated Linoleic Acid and weight Loss; Rev. Nutr., Campinas, 18 (3), maio/jun 2009.
  • Alimentos Funcionais e Seus Benefícios; Departamento de pesquisa da Faculdade de Ciências da USP, nov. 2009.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Índice de Massa Corporal (IMC) Como calcular?








que é o Indice de Massa Corporal,  ou IMC?
O IMC é um dos mais usados critérios para determinar o estado de magreza-obesidade nos adultos, ou adolescentes de estatura de adulto. Para calcular o seu IMC divida o seu peso, em kilos (kg), pela sua altura em metros ao quadrado (m= m x m): Kg/m2
Por exemplo:    Peso = 70 kg, altura = 1.64 m,
IMC = 70 / (1.64 x 1.64) = 26.0 kg/m2

 
INTERPRETAÇÃO IMC:
O Índice de Massa Corporal é um número que associa o seu peso à sua altura (kg/m2) e que calcula assim, indiretamente, e de modo geral, se tem gordura a mais, a menos, ou se está “normal/saudável”


IMC
Estado
Significado

<18,5

Magreza
Atenção!
Tem pouca massa gorda. Isto significa que o seu peso é baixo demais, o que pode diminuir a sua imunidade.
Aumente de peso comendo mais e melhor, e fazendo massa muscular

19 – 24,9

Peso Desejável
Parabéns!
Peso saudável. O mais certo é ter uma quantidade de massa gorda normal.
Concentre-se na manutenção do peso.

25 – 30
31 – 40
>40
Excesso de Peso:
Pré-Obesidade
Obesidade
Grande Obesidade
Cuidado!
Tem excesso de massa gorda. O excesso de peso põe-nos em maior risco de doenças coronárias, diabetes, pressão arterial elevada e alguns tipos de cancro. Uma baixa da auto-estima é igualmente preocupante. 
Perca peso comendo menos e melhor e fazendo exercício físico regular.

Nutrição esportiva.


    Nutrição esportiva é a área que aplica a base de conhecimentos em: nutrição, fisiologia e bioquímica no esporte e atividade física. Os principais objetivos da nutrição esportiva são: promover saúde; melhorar o desempenho e otimizar a recuperação pós-exercício.
A nutrição esportiva é uma área acadêmica intimamente relacionada ao curso de Educação Física e ao curso de Nutrição (Lollo et al., 2004[1]). A alimentação é responsável por manter nossa produção de energia estável de maneira a possibilitar todas as reações orgânicas em nosso corpo e fazer com que seja possível crescermos. Nosso corpo é estruturado basicamente por água, proteínas, gordura e minerais, e estes componentes precisam ser fornecidos ao organismo pela alimentação.                                                                                              
Desta forma a nutrição esportiva pode auxiliar um programa de exercícios com finalidade específica, seja para melhoria da saúde (por exemplo: emagrecimento) ou aumento de força.
Atualmente a nutrição esportiva é considerada por alguns autores como o segundo fator que mais influencia o desempenho de atletas, sendo o primeiro fator o treinamento. Obviamente depende-se da modalidade esportiva em questão, para um maratonista a nutrição esportiva é muito mais importante que para um atleta do tiro com arco, para o segundo a psicologia esportiva provavelmente será o segundo fator mais importante.
Por apresentarem mais massa muscular, os atletas têm um metabolismo basal de cerca de 5% maior do que os sedentários. Devido ao treinamento, para uma mesma carga, um treinado tem um gasto menor de energia.
Nossa alimentação é composta por uma combinação de 6 nutrientes: carboidratos (CHO), proteínas (compostas por aminoácidos), lipídios (gorduras), água, sais minerais e vitaminas. Os carboidratos e as vitaminas, apesar de existirem em quantidades pequenas no corpo, são os responsáveis pela produção imediata de energia e uma série de reações químicas, respectivamente.
O balanço na ingestão destes 6 componentes é fundamental para a saúde e para o sucesso desportivo. A grande diferença do atleta para o sedentário na verdade é em relação às quantidades ingeridas. Os atletas podem apresentar uma necessidade calórica até 5 vezes a de uma pessoa sedentária. O atleta deve procurar manter um equilíbrio em cinco áreas: balanço calórico, de nutrientes, hídrico, mineral e vitamínico.
a) Balanço Calórico: envolve toda produção de energia a partir dos CHO, aminoácidos e lipídios obtidos na alimentação e os gastos basais e da atividade motora do atleta. Os carboidratos e as gorduras são muito importantes para o metabolismo energético enquanto que as proteínas são mais importantes para o metabolismo construtor.
A energia básica (metabolismo basal) gasta diariamente varia com o tamanho, sexo e idade da pessoa, sendo que mulheres têm um gasto aproximadamente 10% menor. O metabolismo basal é mais alto durante a fase de desenvolvimento (infância) e diminui com a idade. A energia gasta com atividade motora depende da intensidade e da duração da mesma.
b) Balanço Nutricional: é a relação entre as três principais classes de nutrientes: carboidratos, lipídios e proteínas. Uma dieta normal deve ter por volta de 60% de CHO, 15% de proteínas e 25% de gorduras. Atletas de atividades de força ou de endurance podem precisar de um pequeno aumento no consumo de proteínas.
A quantidade de CHO é de extrema importância porque está diretamente ligada aos depósitos de glicogênio muscular, que são utilizados durante o exercício. Atletas de jogos e os de resistência precisam de uma quantidade superior de carboidratos para manter um nível satisfatório de rendimento. Após a depleção do glicogênio, os depósitos levam aproximadamente 24 horas para se restaurarem com uma alimentação com 70% de carboidratos.
c) Balanço Hídrico: a água tem a função de solvente no nosso corpo, atua em reações enzimáticas e na termorregulação. A falta de água durante o exercício faz com que a frequência cardíaca e a temperatura corporal subam, baixe o volume sistólico e a pessoa entre num estado de cansaço progressivo que resultará na interrupção da atividade.
A ingestão de água durante o exercício e a recuperação pode ser acompanhada de minerais, uma vez que estes elementos ajudam o organismo a reter líquido.
d) Balanço Mineral: embora o treinamento faça com que se percam menos minerais na transpiração, ainda assim existe uma necessidade alta porque o atleta sua muito mais também. Os principais minerais perdidos são cloro, sódio, magnésio e potássio. O sódio e o cloro são perdidos através do suor e devem ser repostos uma vez que são elementos participantes da contração muscular. A reposição deve ocorrer já durante a atividade e alguns pesquisadores recomendam que atletas de resistência devam ter uma ingestão ligeiramente aumentada de sal (15-20 g/dia) principalmente em períodos pré-competitivos.
A perda de potássio durante a atividade também pode piorar a performance por ser ele um cofator de diversas enzimas. O mesmo vale para o magnésio que, além de ser cofator enzimático, também tem papel na condução de estímulos neurais e na contração muscular.
O ferro é importantíssimo devido ao seu papel de carreador de oxigênio. Os jovens têm uma necessidade de ferro aumentada devido ao crescimento e os atletas têm necessidades que podem chegar a 3 vezes a de um sedentário.
e) Balanço Vitamínico: uma alimentação normal fornece todas as vitaminas necessárias ao atleta, não havendo necessidade em suplementação. Alguns atletas, contudo, precisam de uma necessidade ligeiramente aumentada de vitaminas B1 por ela ser um fator participante da degradação do CHO.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Alimentos funcionais

O que são alimentos funcionais?

 Texto Rafael Tonon

 

 

Os alimentos funcionais ou nutracêuticos são aqueles que colaboram para melhorar o metabolismo e prevenir problemas de saúde. Ou pelo menos deveriam ser assim: os cientistas já reconhecem as propriedades funcionais de muitos desses alimentos, porém os estudos ainda não são conclusivos. “A ciência ainda não consegue determinar uma dieta diária de alimentos funcionais que atenda a todas as necessidades do organismo”, explica Valdemiro Sgarbieri, da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp.
Essas substâncias não são novidade, como às vezes prega a indústria de alimentos. As isoflavonas, por exemplo, compostos que ajudam na redução do colesterol ruim, fazem parte da alimentação humana desde que a soja foi descoberta pelos chineses, há mais de 5 000 anos.
O que vem acontecendo é um aprofundamento nos conhecimentos da natureza química das substâncias funcionais e das suas funções no organismo. Com isso, os laboratórios e a indústria alimentícia passaram a produzir, em larga escala, alimentos funcionais formulados ou “artificiais”, como leites fermentados, biscoitos vitaminados e cereais matinais ricos em fibras.
Para chegarem ao mercado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária exige que o fabricante apresente provas científicas das propriedades funcionais alegadas na embalagem. Mas não se entusiasme demais com os rótulos: 1 litro de leite com ômega 3, por exemplo, oferece menos desse ácido graxo que uma posta de salmão.
Fonte: Inar de Castro, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Betacaroteno
O que faz: Ajuda a diminuir o risco de câncer.
Como age: Quando ingerimos gorduras e proteínas, o betacaroteno se converte em vitamina A, protegendo as células do envelhecimento.
Onde encontrar: Abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve.
Isoflavonas
O que fazem: Atenuam os sintomas da menopausa.
Como agem: Por ter uma estrutura química semelhante ao estrógeno (hormônio feminino), alivia os efeitos de calor e cansaço da menopausa e da tensão pré-menstrual.
Onde encontrar: Soja e seus derivados.
Licopeno
O que faz: Está relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata.
Como age: Evita e repara os danos dos radicais livres que alteram o DNA das células e desencadeiam o câncer.
Onde encontrar: Tomate e seus derivados, além de beterraba e pimentão.
Ômega 3
O que faz: Diminui o risco de doenças cardiovasculares.
Como age: Reduz os níveis de triglicerídeos e do colesterol total do sangue, sem acumulá-lo nos vaso sanguíneos do coração.
Onde encontrar: Peixes de água fria, como salmão e truta, e óleo de peixes.
Flavonóides
O que fazem: Diminuem o risco de câncer e atuam como antiinflamatórios.
Como agem: Anulam a dioxina, substância altamente tóxica usada em agrotóxicos.
Onde encontrar: Suco natural de uva e vinho tinto, além de alimentos como café, chá verde, chocolate e própolis.
Probióticos
O que fazem: São microorganismos vivos que ajudam no equilíbrio da flora intestinal.
Como agem: Impedem que bactérias e outros microrganismos patogênicos se proliferem no intestino.
Onde encontrar: Iogurtes e leite fermentado.

Link do arquivo: Revista Abril